Ligue Para a Gente: Central Nacional de Vendas 4020-3852 (disque a partir da sua cidade)
>

Yoná Magalhães é cremada no Rio de Janeiro

O corpo da atriz Yoná Magalhães foi cremado no começo da tarde desta quarta-feira (21) no Cemitério Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio. Apenas familiares e amigos íntimos participaram da cerimônia.

yona10

Às 13h10, o corpo saiu da capela 1 e foi levado para a cremação sob aplausos de amigos, familiares e fãs. Até o final do velório, uma fila de fãs tentou dar o último adeus a atriz.

A atriz morreu na manhã de terça-feira (20), aos 80 anos. Ela estava internada desde o dia 18 de setembro, na Casa de Saúde São José, no Humaitá, na Zona Sul. No dia que ela deu entrada na unidade, ela passou por uma cirurgia para corrigir uma insuficiência cardíaca. Após o procedimento ela foi internada na UTI, mas apresentou complicações no processo pós-operatório que levaram ao óbito às 10h05.

Yoná era guerreira, diz filho
O filho da atriz, Marco Mendes, lembrou da importância do trabalho da mãe. “Minha mãe foi a primeira grande estrela desse fenômeno chamado novela. Minha mãe era uma guerreira, uma guerreira absoluta, que diante de um problema de saúde grave, fez a escolha mais corajosa. Enfrentar uma batalha pela vida. Tenho muito orgulho dela”, disse ele.

“Não só o legado que ela deixou, mas também os comentários que você ouve na rua sobre ela: ‘A Yoná, que parecia 30 anos mais nova’, ‘Aquela que cuidou da saúde e da beleza sempre’. Ela era isso, mas era muito mais também. Minha mãe foi a grande primeira estrela desse fenômeno chamado novela. Você pode gostar ou não gostar desse fenômeno, mas indubitavelmente ele é o produto cultural brasileiro mais conhecido no planeta depois do futebol. A divulgação e a aceitação das novelas brasileiras pelo mundo inteiro comprova isso”, completou ele.

Musa do Cinema Novo e estrela de novelas
A atriz de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), clássico do Cinema Novo dirigido pelo cineasta Glauber Rocha, Yoná Magalhães entrou para a vida artística para ajudar a família quando o pai ficou desempregado.

“Eu tinha que ajudar de alguma maneira, não sabia muito como, queria continuar os meus estudos. Gostava de brincar de teatro, essas coisas que todo mundo faz. Então eu digo: ‘Quem sabe não é por aí, né?’ Fui fazendo pequenas pontas, pequenos papéis, isso em meados da década de 1950, até que consegui um contrato com a Rádio Tupi”, afirmou a atriz em entrevista ao Memória Globo em 2000.

Yoná fez parte do primeiro elenco da TV Globo, a partir de 1965, e é considerada a primeira mocinha de sucesso das novelas da emissora. Em 1966, ao lado de Carlos Alberto, formou o principal casal romântico da época, em “Eu compro esta mulher”.

“A audiência deu um pulo astronômico. Eu não sei bem esse mistério da dupla romântica, mas na época causava grande frisson”, afirmou a atriz em entrevista ao Memória Globo em 2000. “A identificação era muito grande, porque aquela dupla continuava, então aquilo era de verdade.”

Yoná atuou ainda no rádio, no teatro e no cinema, com destaque para o filme “Deus e o diabo na terra do sol” (1964), clássico do Cinema Novo dirigido por Glauber Rocha.

Ao longo de mais de 60 anos de carreira, trabalhou em novelas como “Saramandaia” (1966), “Roque Santeiro” (1985), “Tieta” (1989), “Meu bem, meu mal” (1990) e “A próxima vítima” (1995). Sua última novela foi “Sangue bom” (2013).

Além das novelas, Yoná esteve nas minisséries “Grande sertão: Veredas” (1985), adaptação para a TV do clássico romance homônimo escrito por Guimarães Rosa, “Engraçadinha… Seus amores e seus pecados” (1995) e “Um só coração” (2004).

Fez ainda os seriados “Carga pesada” (2005) e “Tapas & Beijos” (2011), atuou em episódios do “Você decide” e “A vida como ela é” e nos humorísticos “Zorra total” e “Sob nova direção”. (veja abaixo imagens da carreira de Yoná Magalhães)

Share on FacebookShare on LinkedInTweet about this on TwitterEmail this to someone

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *